segunda-feira, 6 de outubro de 2014

PersépolisImprimir Recomendar
O nome Persépolis é uma criação dos gregos, que a chamaram de “Cidade dos Pérsas”, originário do grego  parseh + polis. O nome original, aparentemente, era apenas Parseh, mas atualmente o local é mais conhecido como Takht-e Jamshid, que significa “Trono de Jamshid”. As ruínas de Persépolis estão localizadas a cerca de 50 quilômetros da cidade de Shiraz e são as ruínas mais importantes do impérios pérsa. É um patrimônio da humanidade declarado pela UNESCO.
 
Evidências arqueológicas mostram que Persépolis foi construída em trono de 515 a.C. Andre Godard, o arqueólogo francês que realizou excavações no local por volta de 1930, acreditava que foi Ciro, o Grande, que escolheu a localização da cidade, mas que foi Dário que realizou as maiores construções do local, sendo que algumas delas ainda foram concluídas por Xérxes, filho de Dário, ante do império chegar ao seu fim.
 
O primeiro ocidental a visitar Persépolis foi o português Antônio de Gouveia que realizou comentários sobre a escrita cuneiforme que ele encontrou no local, por volta de 1602. Outros ocidentais visitaram os resquícios dessa civilização posteriormente, mas foi a apenas em 1931 que as primeiras escavações foram realizadas, constatando que as ruínas de Persépolis havia sido o centro do império da época.
 
Persépolis está localizada nas proximidades do Rio Pulwar que desagua no Rio Kyrus. As ruínas estão marcada por um grande terraço de cerca de 125 mil metros quadrados, parte construído artificialmente e parte cortado da montanha localizada atrás da cidade. O material usado para construir boa parte da cidade era mármore e pedra-sabão cinza, material usado da base das pilastras até nas grandes escadarias que marcam a entrada de Persépolis.
 
As maiores características da arquitetura de persépolis estão em suas colunas, as quais eram feitas em madeira nobre. Somente quando os maiores cedros trazidos do Líbano e da Índia não se enquadravam no tamanho mínimo necessário é que as colunas eram feitas em pedra. Apesar disso a base dos pilares era sempre feita em pedra.
 
Uma das mais importantes partes da cidade é o “Portão de Todas as Nações” que traz referências a várias tradições do império ao longo de seus 25 metros quadrados e 4 colunas, localizado logo na entrada de Persépolis. Nestes portões o rei Xérxes escreveu em 3 diferentes lingüas que ele, o rei deste império, foi quem ordenou a construção deste portão. Xérxes foi também quem terminou a construção do Palácio Apadana, que levou 30 anos para ser concluído, contendo muitas riquezas do império.
 
A cidade chegou ao fim quando Alexandre, o Grande, da Macedônia, enviou grande parte de seu exército para Persépolis em 330 a.C.. Alexandre realizando uma aproximação rápida logo invadiu os portões persas e capturou as riquezas do império antes que eles fossem retirados do local. Eles deixou sua tropa a vontade para saquear Persépolis por diversos dias. Logo depois a cidade foi toda queimada, mas não se sabe se o fogo foi um descuido ou uma vingança pelo fato dos pérsas terem queimado a Acrópolis de Atenas.
 
Em 316 a.C. Persépolis continuava sendo a capital da Pérsia, agora apenas uma província do grande império macedônico. Com o tempo a cidade foi sendo abandonada e esquecida, sendo apenas redescoberta séculos depois.

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