segunda-feira, 22 de agosto de 2016

13ª Aula de Filosofia 1º, 2º e 3º - Motivacional

 Aula de  Filosofia 1º, 2º e 3º - Motivacional

O que são pessoas reativas e pessoas proativas?
Pessoas reativas são aquelas que pensam e atuam dentro de padrões de causa e efeito.
Pessoas proativas influenciam o meio, garantem harmonia, direcionam boas energias, iluminam tudo e à todos ao seu redor. Nunca se sentem vítimas das circunstâncias.
Quando um Proativo comete um erro, diz: “Enganei-me”, e aprende a lição. Quando um Reativo comete um erro, diz: “A culpa não foi minha”, e responsabiliza terceiros.
Um Proativo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.
Um Reativo sente-se vítima perante uma adversidade.
Um Proativo sabe que o resultado das coisas depende de si.
Um Reativo acha-se perseguido pelo azar.
Um Proativo enfrenta os desafios um a um.
Um Reativo contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.
Um Proativo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre.
Um Reativo faz promessas e quando falha só se sabe justificar.
Um Proativo diz: “Sou bom, mas vou ser melhor ainda”.
Um Reativo diz: “Não sou tão mal assim; há muitos piores que eu”.
Um Proativo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio.
Um Reativo está sempre “muito ocupado” e não tem tempo sequer para os seus.
Um Proativo ouve, compreende e responde.
Um Reativo não espera que chegue a sua vez de falar.
Um Proativo respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles. Um Reativo resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa em seus defeitos.
Um Proativo sente-se responsável por algo mais que somente o seu trabalho.
Um Reativo não se compromete nunca e diz sempre: “Faço o meu trabalho e é quanto basta”
Um Proativo é “PARTE DA SOLUÇÃO” Um Reativo é “PARTE DO PROBLEMA”.
Um Proativo diz: “Deve haver uma melhor forma de o fazer . . .”
Um Reativo diz: “Sempre fizemos assim. Não há outra maneira.”
Um Proativo consegue “ver a parede na sua totalidade”.
Um Reativo fixa-se “no azulejo que lhe cabe colocar”.
E você, é proativo ou reativo?
APATIA. ANTIPATIA. EMPATIA. SIMPATIA
Os processos organizacionais modernos, ainda que embasados em tecnologia, são todos decorrentes e dependentes de relacionamento humano. Nesse contexto a noção de ‘empatia’ tem notável importância. Entretanto, para compreender sua abrangência, precisamos refletir sobre os sentimentos (ou fenômenos sociais, sim, porque só ocorrem na presença do outro) ‘antipatia’ e ‘simpatia’, que são correlatos e igualmente importantes, porque frequentemente ocorrem juntos.
Uma análise dos conceitos evidencia que:
 APATIA
Para a filosofia, apatia é a carência de afetos ou paixões, ou ataraxia. A palavra vem do grego apátheia, onde páthos que remete para “aquilo que afeta o corpo e a alma”. É o estado de uma alma indiferente, que não é suscetível de se emocionar por falta de sensibilidade ou de sentimento.
O termo significa propriamente insensibilidade, isto é, indiferença em relação a todas as emoções, desprezo por elas.
Ausência de paixão.
Pessoas apaixonadas pelo que fazem, fazem melhor…
Antipatia = Vem do grego, ‘antipátheia’, também chegou à nossa língua e uso pelo latim, ‘antipathia’. Tem o seu significado, uso e aplicação a:
Aversão espontânea e instintiva; repugnância.
Com os significados de:’ em frente’, ‘de encontro a’, ‘ação contrária’, ‘oposição’, ‘contrariedade’, ‘contra’: (antiácido, anticlerical, antidemocrático).
Significa ‘do, ou pelo lado oposto, ou face oposta’.
Os sentimentos de antipatia podem facilmente derivar em constrangimento sabotagem, violência. Tem uma característica interessante porque num primeiro momento, ocorre de forma imediata e gratuita, isto é, sem conhecer a outra pessoa. Só pode ser modificado pela interação e pela convivência.
Empatia = Tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.
Estado de “sintonia” emocional e cognitiva com outra pessoa, atingido, especificamente, através da compreensão da situação dessa outra pessoa a partir de dentro, ou seja, do que essa situação significa para ela. A empatia pode preceder ou não a simpatia. O papel da empatia é muito discutido, quer na nossa compreensão das outras pessoas, quer nas nossas respostas éticas.
É uma projeção imaginativa dentro da situação de outra pessoa, especialmente para a apreciação de suas qualidades emocionais e motivacionais (o que motiva tal comportamento?). O contágio emocional, pelo qual alguém percebe a emoção visível de outra pessoa, às vezes inconscientemente e sem referência à sua causa ou ao seu “objeto”.
A empatia foi considerada uma precondição do pensamento ético e a maior colaboradora para a união social e para o altruísmo, atribuição de estado mental, uso da linguagem e interpretação.
Comportamento que nos leva a entender como a outra pessoa age ou pensar daquela maneira. Demonstra que concordamos com a pessoa (pelo menos a princípio).
Quando usamos a empatia reduzimos a carga emocional, o que nos aproxima da pessoa e possibilita a explanação dos argumentos.
Ao usarmos a empatia, o obstáculo permanecerá, pois ela apenas prepara para a aplicação de outros argumentos que superarão o obstáculo.
Exemplos de como usar a empatia:
Acho que compreendo o que o senhor quer dizer…
É impossível censurá-lo por…
Entretanto, seu ponto de vista…
Este é um pensamento perfeitamente natural…
Este é um ponto importante a considerar…
Isto me parece que sim, mas…
Muita gente tem sentido o mesmo…
Muitas pessoas pensam assim…
Penso exatamente como você a esse respeito…
Poderia parecer, entretanto…
Posso apreciar sua opinião sobre este ponto…
Posso perfeitamente entender-lhe o sentimento…
Posso ver, à primeira vista, porque o senhor…
Provisoriamente isto sugere que…
Sem dúvida, você tem boas razões para pensar assim…
Sim, compreendo sua posição…
Suas razões, sem dúvida, são bem fundamentadas…
Além dos comportamentos relacionados, há outros que podem ser usados independentemente de como esteja agindo a pessoa, pois são mecanismos que ajudam na conquista das pessoas ou na nossa aproximação.
Elogio – quando cumprimentamos a pessoa por alguma coisa que ela se orgulha. Exemplo: seu filho é um excelente aluno. Nota: tem que ser verdadeiro!
Favor – quando, através de cuidados, amizade ou consideração pelo cliente, fazemos gentilezas, além da obrigação. Exemplo: “mais tarde eu vou passar próximo dali, se aceitar, posso levar o livro”.
Identificação – interesses comuns, tanto de natureza social quanto profissional, que servem para nos aproximar da pessoa. Exemplo: “coincidentemente, também gosto desse intérprete”. Nota: tem que ser verdadeiro!
Testemunha – palavras usadas para afirmar a aprovação dada por outras pessoas ao nosso produto / serviço / trabalho ou o resultado positivo conseguido por outro com o isso. Exemplos: “todos os egressos desse curso hoje ocupam posições gerenciais”. Nota: tem que ser verdadeiro!
Em síntese, a empatia significa:
A capacidade de se colocar no lugar do outro;
A percepção daquilo que as pessoas estão sentindo e passando;
A habilidade de ouvir com carinho e atenção aquilo que estão nos comunicando através de palavras, gestos ou atos;
Apreciar e respeitar as diferenças: pessoas, raças, culturas, filosofias, religiões, formas de pensar, etc.
A prática da empatia é de grande importância para a convivência saudável e harmoniosa entre as pessoas. É a verdadeira inteligência emocional em uso, o que é importante para nosso sucesso.
Com certeza, podemos contribuir para tornar o ambiente de trabalho e a vida pessoal mais alegre e plena de significado, compreendendo e praticando a ‘simpatia’.
Simpatia = Vem do grego ‘sympátheia’, ‘participação em, ou sensibilidade ao sofrimento do outro’, ‘compaixão’, chegou à nossa língua pelo latim, ‘sympathia’. Efetivamente o termo se aplica:
As relações que há entre pessoas que instintivamente se sentem atraídas entre si.
Atração que uma coisa ou uma ideia exerce sobre alguém.
Faculdade de compartir as alegrias ou tristezas de outrem.
Interesse em atender às pretensões de alguém.
Pessoa muito simpática.
Primeiros sentimentos de amor.
Ritual posto em prática, ou objeto supersticiosamente usado, para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar.
Sentimento caloroso e espontâneo que alguém experimenta em relação a outrem.
Tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas.
Tendência que se julgava existir entre as qualidades de certos corpos.
Tratamento intencionalmente amistoso dado a alguém.
Da mesma forma que a ‘antipatia’, a ‘simpatia’ também pode ocorrer de forma imediata e gratuita, isto é, sem conhecer a outra pessoa. Esse sentimento (ou fenômeno social) também pode ser substituído pelo seu contrário através da interação e da convivência. É mais frequente do que se imagina. Isso indica que devemos pautar nossas ações e comportamentos com mais cuidado, especialmente em ambientes desconhecidos.

Uma reflexão sobre o tema nos leva a crer que os seres humanos em suas relações pessoais e profissionais deveriam ter mais simpatia uns pelos outros, respeitando mutuamente suas características e ajudarem-se uns aos outros nos seus momentos de dificuldades, operacionais, por exemplo.

Os ambientes organizacionais, de competição crescente e acirrada, favorecem a individualismo (no seu sentido pernicioso), que deriva em egoísmo, não compartilhamento. As pessoas que por alguma razão (preparação insuficiente, falta de treinamento, de orientação ou de colaboração) conhecem o insucesso são rotuladas como incompetentes ou fracassadas, sendo, portanto desprezadas ou descartadas pelo sistema. Os bem sucedidos, ainda que alardeados e exaltados como modelos, fortalecem seu individualismo (se tornam antipáticos) e geram inveja, também uma forma perniciosa, destrutiva. O ambiente de trabalho se torna insuportável.

Se você é do tipo com empatia, então usa as suas habilidades ao seu favor. É um bom negociador, controlando pessoas ou crianças, e no trato com o público; assim, trabalhos como de professor, líder de equipe são perfeitos para você. Também é provável que esteja sintonizado com as suas próprias emoções, fazendo uso adequado delas (emocionalmente inteligente), porque a empatia em relação às outras pessoas pressupõe que você se coloca no lugar delas. Procure evitar, contudo, usar essa capacidade apenas para atender aos seus interesses – em vez de ajudar as pessoas a se sentir melhores – e tornar-se uma pessoa manipuladora.

Se você é simpático, tem uma boa combinação para assumir uma postura direta e ainda assim ser capaz de sentir empatia. É provável que algumas pessoas sejam ainda incompreensíveis para você, mas se fizer um esforço conseguirá analisar a maioria das situações. Amplie as suas sensibilidades no que se refere à empatia – os cargos de supervisão e de gerência, assim como um trabalho voluntário são muito salutares.

Uma vida pessoal e profissional pautada pela ‘empatia’ e pela ‘simpatia’ resultará num ambiente mais produtivo, saudável e harmonioso. Em geral, as pessoas dão o melhor de si num ambiente assim. Sabendo disso, faça sua parte.

13ª Aula de Filosofia 1º, 2º e 3º - Motivacional


13ª Aula de  Filosofia 1º, 2º e 3º - Motivacional

O que são pessoas reativas e pessoas proativas?
Pessoas reativas são aquelas que pensam e atuam dentro de padrões de causa e efeito.
Pessoas proativas influenciam o meio, garantem harmonia, direcionam boas energias, iluminam tudo e à todos ao seu redor. Nunca se sentem vítimas das circunstâncias.
Quando um Proativo comete um erro, diz: “Enganei-me”, e aprende a lição. Quando um Reativo comete um erro, diz: “A culpa não foi minha”, e responsabiliza terceiros.
Um Proativo sabe que a adversidade é o melhor dos mestres.
Um Reativo sente-se vítima perante uma adversidade.
Um Proativo sabe que o resultado das coisas depende de si.
Um Reativo acha-se perseguido pelo azar.
Um Proativo enfrenta os desafios um a um.
Um Reativo contorna os desafios e nem se atreve a enfrentá-los.
Um Proativo compromete-se, dá a sua palavra e cumpre.
Um Reativo faz promessas e quando falha só se sabe justificar.
Um Proativo diz: “Sou bom, mas vou ser melhor ainda”.
Um Reativo diz: “Não sou tão mal assim; há muitos piores que eu”.
Um Proativo trabalha muito e arranja sempre tempo para si próprio.
Um Reativo está sempre “muito ocupado” e não tem tempo sequer para os seus.
Um Proativo ouve, compreende e responde.
Um Reativo não espera que chegue a sua vez de falar.
Um Proativo respeita os que sabem mais e procura aprender algo com eles. Um Reativo resiste a todos os que sabem mais e apenas se fixa em seus defeitos.
Um Proativo sente-se responsável por algo mais que somente o seu trabalho.
Um Reativo não se compromete nunca e diz sempre: “Faço o meu trabalho e é quanto basta”
Um Proativo é “PARTE DA SOLUÇÃO” Um Reativo é “PARTE DO PROBLEMA”.
Um Proativo diz: “Deve haver uma melhor forma de o fazer . . .”
Um Reativo diz: “Sempre fizemos assim. Não há outra maneira.”
Um Proativo consegue “ver a parede na sua totalidade”.
Um Reativo fixa-se “no azulejo que lhe cabe colocar”.
E você, é proativo ou reativo?
APATIA. ANTIPATIA. EMPATIA. SIMPATIA
Os processos organizacionais modernos, ainda que embasados em tecnologia, são todos decorrentes e dependentes de relacionamento humano. Nesse contexto a noção de ‘empatia’ tem notável importância. Entretanto, para compreender sua abrangência, precisamos refletir sobre os sentimentos (ou fenômenos sociais, sim, porque só ocorrem na presença do outro) ‘antipatia’ e ‘simpatia’, que são correlatos e igualmente importantes, porque frequentemente ocorrem juntos.
Uma análise dos conceitos evidencia que:
 APATIA
Para a filosofia, apatia é a carência de afetos ou paixões, ou ataraxia. A palavra vem do grego apátheia, onde páthos que remete para “aquilo que afeta o corpo e a alma”. É o estado de uma alma indiferente, que não é suscetível de se emocionar por falta de sensibilidade ou de sentimento.
O termo significa propriamente insensibilidade, isto é, indiferença em relação a todas as emoções, desprezo por elas.
Ausência de paixão.
Pessoas apaixonadas pelo que fazem, fazem melhor…
Antipatia = Vem do grego, ‘antipátheia’, também chegou à nossa língua e uso pelo latim, ‘antipathia’. Tem o seu significado, uso e aplicação a:
Aversão espontânea e instintiva; repugnância.
Com os significados de:’ em frente’, ‘de encontro a’, ‘ação contrária’, ‘oposição’, ‘contrariedade’, ‘contra’: (antiácido, anticlerical, antidemocrático).
Significa ‘do, ou pelo lado oposto, ou face oposta’.
Os sentimentos de antipatia podem facilmente derivar em constrangimento sabotagem, violência. Tem uma característica interessante porque num primeiro momento, ocorre de forma imediata e gratuita, isto é, sem conhecer a outra pessoa. Só pode ser modificado pela interação e pela convivência.
Empatia = Tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.
Estado de “sintonia” emocional e cognitiva com outra pessoa, atingido, especificamente, através da compreensão da situação dessa outra pessoa a partir de dentro, ou seja, do que essa situação significa para ela. A empatia pode preceder ou não a simpatia. O papel da empatia é muito discutido, quer na nossa compreensão das outras pessoas, quer nas nossas respostas éticas.
É uma projeção imaginativa dentro da situação de outra pessoa, especialmente para a apreciação de suas qualidades emocionais e motivacionais (o que motiva tal comportamento?). O contágio emocional, pelo qual alguém percebe a emoção visível de outra pessoa, às vezes inconscientemente e sem referência à sua causa ou ao seu “objeto”.
A empatia foi considerada uma precondição do pensamento ético e a maior colaboradora para a união social e para o altruísmo, atribuição de estado mental, uso da linguagem e interpretação.
Comportamento que nos leva a entender como a outra pessoa age ou pensar daquela maneira. Demonstra que concordamos com a pessoa (pelo menos a princípio).
Quando usamos a empatia reduzimos a carga emocional, o que nos aproxima da pessoa e possibilita a explanação dos argumentos.
Ao usarmos a empatia, o obstáculo permanecerá, pois ela apenas prepara para a aplicação de outros argumentos que superarão o obstáculo.
Exemplos de como usar a empatia:
Acho que compreendo o que o senhor quer dizer…
É impossível censurá-lo por…
Entretanto, seu ponto de vista…
Este é um pensamento perfeitamente natural…
Este é um ponto importante a considerar…
Isto me parece que sim, mas…
Muita gente tem sentido o mesmo…
Muitas pessoas pensam assim…
Penso exatamente como você a esse respeito…
Poderia parecer, entretanto…
Posso apreciar sua opinião sobre este ponto…
Posso perfeitamente entender-lhe o sentimento…
Posso ver, à primeira vista, porque o senhor…
Provisoriamente isto sugere que…
Sem dúvida, você tem boas razões para pensar assim…
Sim, compreendo sua posição…
Suas razões, sem dúvida, são bem fundamentadas…
Além dos comportamentos relacionados, há outros que podem ser usados independentemente de como esteja agindo a pessoa, pois são mecanismos que ajudam na conquista das pessoas ou na nossa aproximação.
Elogio – quando cumprimentamos a pessoa por alguma coisa que ela se orgulha. Exemplo: seu filho é um excelente aluno. Nota: tem que ser verdadeiro!
Favor – quando, através de cuidados, amizade ou consideração pelo cliente, fazemos gentilezas, além da obrigação. Exemplo: “mais tarde eu vou passar próximo dali, se aceitar, posso levar o livro”.
Identificação – interesses comuns, tanto de natureza social quanto profissional, que servem para nos aproximar da pessoa. Exemplo: “coincidentemente, também gosto desse intérprete”. Nota: tem que ser verdadeiro!
Testemunha – palavras usadas para afirmar a aprovação dada por outras pessoas ao nosso produto / serviço / trabalho ou o resultado positivo conseguido por outro com o isso. Exemplos: “todos os egressos desse curso hoje ocupam posições gerenciais”. Nota: tem que ser verdadeiro!
Em síntese, a empatia significa:
A capacidade de se colocar no lugar do outro;
A percepção daquilo que as pessoas estão sentindo e passando;
A habilidade de ouvir com carinho e atenção aquilo que estão nos comunicando através de palavras, gestos ou atos;
Apreciar e respeitar as diferenças: pessoas, raças, culturas, filosofias, religiões, formas de pensar, etc.
A prática da empatia é de grande importância para a convivência saudável e harmoniosa entre as pessoas. É a verdadeira inteligência emocional em uso, o que é importante para nosso sucesso.
Com certeza, podemos contribuir para tornar o ambiente de trabalho e a vida pessoal mais alegre e plena de significado, compreendendo e praticando a ‘simpatia’.
Simpatia = Vem do grego ‘sympátheia’, ‘participação em, ou sensibilidade ao sofrimento do outro’, ‘compaixão’, chegou à nossa língua pelo latim, ‘sympathia’. Efetivamente o termo se aplica:
As relações que há entre pessoas que instintivamente se sentem atraídas entre si.
Atração que uma coisa ou uma ideia exerce sobre alguém.
Faculdade de compartir as alegrias ou tristezas de outrem.
Interesse em atender às pretensões de alguém.
Pessoa muito simpática.
Primeiros sentimentos de amor.
Ritual posto em prática, ou objeto supersticiosamente usado, para prevenir ou curar uma enfermidade ou mal-estar.
Sentimento caloroso e espontâneo que alguém experimenta em relação a outrem.
Tendência ou inclinação que reúne duas ou mais pessoas.
Tendência que se julgava existir entre as qualidades de certos corpos.
Tratamento intencionalmente amistoso dado a alguém.
Da mesma forma que a ‘antipatia’, a ‘simpatia’ também pode ocorrer de forma imediata e gratuita, isto é, sem conhecer a outra pessoa. Esse sentimento (ou fenômeno social) também pode ser substituído pelo seu contrário através da interação e da convivência. É mais frequente do que se imagina. Isso indica que devemos pautar nossas ações e comportamentos com mais cuidado, especialmente em ambientes desconhecidos.

Uma reflexão sobre o tema nos leva a crer que os seres humanos em suas relações pessoais e profissionais deveriam ter mais simpatia uns pelos outros, respeitando mutuamente suas características e ajudarem-se uns aos outros nos seus momentos de dificuldades, operacionais, por exemplo.

Os ambientes organizacionais, de competição crescente e acirrada, favorecem a individualismo (no seu sentido pernicioso), que deriva em egoísmo, não compartilhamento. As pessoas que por alguma razão (preparação insuficiente, falta de treinamento, de orientação ou de colaboração) conhecem o insucesso são rotuladas como incompetentes ou fracassadas, sendo, portanto desprezadas ou descartadas pelo sistema. Os bem sucedidos, ainda que alardeados e exaltados como modelos, fortalecem seu individualismo (se tornam antipáticos) e geram inveja, também uma forma perniciosa, destrutiva. O ambiente de trabalho se torna insuportável.

Se você é do tipo com empatia, então usa as suas habilidades ao seu favor. É um bom negociador, controlando pessoas ou crianças, e no trato com o público; assim, trabalhos como de professor, líder de equipe são perfeitos para você. Também é provável que esteja sintonizado com as suas próprias emoções, fazendo uso adequado delas (emocionalmente inteligente), porque a empatia em relação às outras pessoas pressupõe que você se coloca no lugar delas. Procure evitar, contudo, usar essa capacidade apenas para atender aos seus interesses – em vez de ajudar as pessoas a se sentir melhores – e tornar-se uma pessoa manipuladora.

Se você é simpático, tem uma boa combinação para assumir uma postura direta e ainda assim ser capaz de sentir empatia. É provável que algumas pessoas sejam ainda incompreensíveis para você, mas se fizer um esforço conseguirá analisar a maioria das situações. Amplie as suas sensibilidades no que se refere à empatia – os cargos de supervisão e de gerência, assim como um trabalho voluntário são muito salutares.

Uma vida pessoal e profissional pautada pela ‘empatia’ e pela ‘simpatia’ resultará num ambiente mais produtivo, saudável e harmonioso. Em geral, as pessoas dão o melhor de si num ambiente assim. Sabendo disso, faça sua parte.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

12ª Aula de História 3º Ano Ensino Médio

O SIGNIFICADO DA REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917


A guerra de 1914-1918 não tinha ainda chegado ao seu fim quando, na Rússia, o Partido Socialista Bolchevista tomou o poder. Esse foi o acontecimento mais relevante gerado pela guerra. Tal fato, literalmente, modificou o curso da história do mundo.
A Revolução foi iniciada por partidos liberais ligados à burguesia que pretendiam transformar a Rússia num Estado liberal, nos moldes da Inglaterra ou da França. Foram, porém, surpreendidos pelo Partido Bolchevista organizado por Lenin, que transformou radicalmente a organização política do Estado, que passou a ser dirigido pelos sovietes, formados por soldados e camponeses, bem como sua organização econômica com base na propriedade coletiva e na igualdade social.
Para que a Revolução vingasse, tornou-se necessário enfrentar os inimigos do novo regime numa guerra revolucionária em que houve a intervenção de alguns países ocidentais. Essa guerra ajudou a dar coesão ao novo regime.
Em 1921, a Revolução tinha triunfado. Mas o país estava arruinado, sendo necessário um longo período de reorganização para que ele entrasse novamente em ritmo de desenvolvimento.

2. A CRISE DO ANTIGO REGIME NA RÚSSIA

O Antigo Regime na Rússia compunha-se de um poder político absoluto exercido pelo imperador (tsar ou czar), da antiga dinastia dos Romanov. Apoiava-se em uma organização basicamente agrária, tendo em vista que 85%da população vivia no campo. Os nobres proprietários de terra e a burguesia industrial e mercantil concentravam-se nas cidades, bem como os cossacos da Guarda Imperial, que representavam outros pontos de apoio.
O governo era autocrático. O imperador escolhia um corpo de ministros, seus auxiliares no governo. Não havia nenhuma forma de restrição efetiva ao seu poder.
Os problemas do Império Russo começaram efetivamente com a Guerra Russo-Japonesa de 1905, motivada pelo choque de interesses na Manchúria. A derrota ante os japoneses mostrou a deficiência do Estado tsarista, tornando evidente a urgência de reformas.
Os partidos políticos mais organizados iniciaram uma série
de manifestações contra o Império. Dentre eles merecem destaque o Partido Operário Social-Revolucionário Russo,
fundado em 1898, e o Partido Social-Democrático Russo, de 1902. Este último apresentava duas facções surgidas nas reuniões de Londres e Genebra, de 1903: os bolcheviques, de tendência radical, e os mencheviques, moderados e conciliadores.
Os movimentos de rua foram duramente reprimidos pelos cossacos, assinalando-se o Domingo Sangrento, de 22 de janeiro de 1905. Enquanto isso, a tripulação do couraçado
Potemkin amotinava-se contra seus oficiais. As greves multiplicavam-se, atingindo até mesmo a zona rural.
Esse conjunto de pressões levou o imperador a criar a Duma, espécie de Assembleia Legislativa. No fundo, era uma reação do poder imperial, que pretendia com essa concessão estancar os movimentos de rua e ganhar tempo para controlar o problema. As Dumas eleitas entre 1905 e
1912, ao todo em número de quatro, foram pressionadas, nada podendo fazer. O disfarce constitucional do Império Russo não durou muito tempo. Os efeitos da Grande Guerra, na qual a Rússia se viu envolvida, acabaram por desmascará-lo. A crise gerada pela guerra evidenciava a deficiência da estrutura imperial. Alguns dados poderão exemplificar melhor a questão: o exército precisava de 1,5 milhão de obuses e conseguiu apenas 360 mil; a balança comercial entre 1914 e 1917 apresentava um deficit que subira de 214 milhões de rublos em 1914 para 1,658 bilhões em 1917; em 1914, a dívida pública do Estado era de 1 bilhão de rublos, e em 1917 chegara a 10 bilhões; o meio circulante passou de 1,6 bilhão em 1914 para 9,5 bilhões em 1917. Os salários eram assim desvalorizados, por causa da inflação violenta, e as empresas com capitais nacionais iam à falência, aumentando a entrada do capital estrangeiro, o qual alcançaria 50% do capital total da Rússia em 1917 (33% era francês, 23% inglês, 20% ale mão, 14% belga e 5% norte-americano).
Nessa conjuntura de crises, os descontentamentos sociais cresceram; as greves eram numerosas. Somente no ano de 1916, entraram em greve cerca de 1.170.000 operários.

3. A REVOLUÇÃO BURGUESA: FEVEREIRO DE 1917

A burguesia liberal pressionava o governo, apoiada pela esquerda moderada. Provocaram manifestações dos trabalhadores nas ruas e uma greve geral paralisou os transportes em Petrogrado. O imperador não se preocupou muito, pois o movimento atinha-se à capital e, ademais, a guarnição militar da cidade era poderosa. Mas ele não contava com dois pontos essenciais: os soldados não se prestaram a reprimir os movimentos, com os quais eram coniventes, e os chefes socialistas puseram-se imediatamente a organizar a luta. No dia 12 de março (27 de fevereiro pelo calendário russo, atrasado 13 dias em relação ao calendário ocidental), os soldados recusaram-se a marchar contra o povo amotinado. Sem o exército, o poder político imperial desapareceu. Dois governos foram constituídos imediatamente, o primeiro por deputados da Duma; o segundo, intitulado soviete, era um conselho de soldados, trabalhadores e camponeses. Inicialmente, a Revolução limitou-se a Petrogrado, mas em seguida difundiu-se rapidamente. O tsar abdicou e os sovietes, que se organizavam para dirigir as grandes cidades, formaram, junto com a Duma, um governo provisório; a monarquia absolutista estava vencida.
O governo provisório era dirigido pelo príncipe Lvov e dominado pela burguesia. Pusera fim ao tsarismo para organizar uma República parlamentar liberal. Era fundamental, portanto, manter a Rússia no sistema de alianças mundial, o que significava continuar a guerra contra a Alemanha. A partir de maio, o ministro da Guerra, Kerensky, preparou uma grande ofensiva contra a Áustria-
Hungria, aliada da Alemanha.
O país não tinha condições para dar sequência à guerra, estava esgotado. Além disso, a burguesia não representava a massa. Era uma minoria reduzida que não tinha força suficiente para impedir a elevação dos preços, estimular a produção ou impedir as deserções dos soldados, muitos dos quais lutavam descalços.

4. A REVOLUÇÃO SOCIALISTA

A instabilidade política refletia a incapacidade do governo provisório. A cidade de Petrogrado transformou-se em núcleo revolucionário. Os bolcheviques aumentavam suas fileiras e o Congresso dos sovietes, controlado por eles, exigia a retirada da Rússia da guerra. O governo provisório perseguiu os líderes bolcheviques e reprimiu violentamente as manifestações públicas; Lenin refugiou-se na Finlândia.
Em julho, os bolcheviques contavam com o considerável número de cerca de 200 mil partidários. Contavam ainda com o apoio dos marinheiros da base de Kronstadt. O fracasso da ofensiva contra a Áustria-Hungria deu oportunidade à manifestação do dia 17 de julho, em Petrogrado. Caiu o governo provisório de Lvov, que foi substituído por Kerensky. Adversário dos bolcheviques, Kerensky não era menos socialista, só que mais moderado. Em setembro, o general Kornilov, ligado ao Antigo Regime, marchou em direção a Petrogrado. Kerensky foi obrigado a pedir ajuda, até mesmo aos bolcheviques. Kornilov foi batido, mas Kerensky mostrou sua dependência em relação aos trabalhadores e aos bolcheviques.
Preconizado por Karl Marx, o sistema de produção socialista só foi posto em prática no século XX, primeiramente na Rússia, depois de 1917; a seguir nos países comunistas da Europa Oriental; na China, depois de 1949; em Cuba, depois de 1959; e em outros países, perfazendo o total de 1/3 da população mundial, antes da queda do socialismo no Leste Europeu.

5. A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917

A Rússia constituiu durante muito tempo o exemplo único de experiência socialista. Em 1917, a situação do Império Russo era de crise absoluta, agravada pela participação na Primeira Guerra Mundial. Disso se aproveitou o partido bolchevique (maioria) para tomar o poder num golpe político dirigido por Lenin. Esta foi a chamada Revolução de Outubro. Em fevereiro desse mesmo ano, ocorrera uma revolução burguesa que pretendia implantar um regime parlamentarista de governo na Rússia, tendo sido o governo exercido durante algum tempo por Kerensky, líder do partido socialista revolucionário. Para consolidar a Revolução dentro da Rússia, foi necessário enfrentar uma coligação internacional até 1921. Nesse período, Trotsky organizou o Exército Vermelho e propôs a ideia de uma revolução permanente que de veria ser difundida por todo o
mundo, ao que se opôs Stalin, que pretendia consolidar a Revolução na Rússia em primeiro lugar.

6. OS DEZ DIAS QUE ABALARAM O MUNDO

O Governo Provisório que dominava a Rússia desde a revolução de março de 1917 mostrava-se tão incapaz de controlar a economia ou de melhorar a situação militar quanto o governo tsarista. Pressionado pelo soviete de Petrogrado durante seus oito meses de existência, enfraqueceu-se ainda mais devido à revolta do General Kornilov, em setembro. A coalisão socialista, sob o comando de Kerensky, não deu ao povo a paz que almejava, nem as reformas econômica e agrária que os bolcheviques ofereciam.
Em maio, durante a conferência partidária, Lenin havia conseguido aprovar suas “teses de abril”, propondo a paz, a não cooperação com o Governo Provisório e a transferência de poder desta entidade burguesa para os sovietes, tão logo estes fossem dominados pelos bolcheviques proletários. Estes sovietes (conselhos) de representantes de trabalhadores e de soldados haviam surgido em todo o país após a Revolução de Fevereiro (existiram alguns, de curta duração, em 1905). Seus membros eram eleitos nas fábricas e nas casernas e alguns foram constituídos na zona rural. Eram mais populares do que o Governo Provisório.
Em setembro, os bolcheviques haviam-se assegurado da maioria nos sovietes de Petrogrado e de Moscou, em bora os mencheviques e os revolucionários socialistas ainda do minassem o Comitê Executivo Central do Congresso dos Sovietes de toda a Rússia, que se reunira pela primeira vez em junho, elegendo seu corpo diretivo. Lenin achava que as condições eram, então, propícias à revolução socialista. “Todo poder aos sovietes” tornou-se a palavra de ordem.
No dia 23 de outubro, numa reunião do Comitê Central do Partido Bolchevista, tomou-se a decisão de preparar uma insurreição armada.
Para pôr em prática tal decisão, foi formado um departamento político (Politburo). Dois dias mais tarde, o soviete de Petrogrado constituiu um Comitê Militar Revolucionário, sob a presidência de Trotsky. Foi este organismo e não o Politburo do partido que preparou e executou o golpe sub sequente. A 3 de outubro, as tropas da guarnição de Petrogrado reconheceram no soviete de Petrogrado único poder e, no dia 5, a Fortaleza de Pedro e Paulo, onde havia um arsenal de 100.000 fuzis, passou para o lado do soviete. Na noite de 6 para 7 de setembro, o Comitê Militar Revolucionário, se dia do no Instituto Smolny, deu a senha para o início da ação. (John Reed)

 A organização econômica do Novo Regime

Assim que os comunistas tomaram o poder na Rússia, implantaram o governo do povo, a ditadura do proletariado, que se fazia representar pelos sovietes. Decretou-se a comunização total: os bens de produção foram estatizados, as indústrias com mais de cinco empregados e as terras foram coletivizadas, a moeda foi extinta, criando-se um bônus correspondente às horas de trabalho e que poderia ser trocado por alimentos e serviços.
As dificuldades foram a oposição interna (camadas descontentes) e a, pressão externa. Por isso foi adotada a NEP (Nova Política Econômica), a partir de 1921. As pequenas indústrias voltaram à situação anterior; a venda dos produtos agrícolas foi devolvida aos camponeses; e a moeda voltou a circular. Lenin pretendia dar um passo atrás para poder “dar dois passos à frente”. A produção agrícola recuperou-se rapidamente, bem como a produção industrial. Porém, os kulaks, camponeses abastados, enriqueciam com a alta de preços.

A sucessão a Lenin

Em 1924, morria o grande líder da Revolução Russa, Lenin, que deixara em aberto o processo de sucessão.
Eram dois os candidatos: Stalin, que defendia a tese do socialismo em um só país, e Trotsky, que defendia a expansão imediata da revolução socialista. Apesar de Trotsky ser ortodoxo – seguidor fiel das teses marxistas –, suas propostas foram rejeitadas pelo Congresso do PCUS, que entregou a chefia do governo a Stalin, iniciando o período da era stalinista.

7. STALINISMO

O termo stalinismo define o período em que a URSS foi governada por Josef Vissarionovith Djuga tchvili, ou simplesmente Josef Stalin (que significa “de aço”), entre 1924 e 1953.
A ascensão de Stalin significou uma mudança radical no processo de implantação do socialismo, tal como era concebido pela Revolução Bolchevique.
Em termos políticos, a ascensão de Stalin significou a implantação de um Estado extremamente burocratizado e autoritário, controlado por uma elite militar, que tomava as decisões independentemente da população ou de seus organismos de representação.
Em 1927, foi anunciado o primeiro plano quinquenal, cuja finalidade era o desenvolvimento da indústria pesada. Seguiram-se outros planos quinquenais, que desenvolveram a produção industrial e agrícola.
A grande dificuldade estava na agricultura, em relação à qual o governo abandonou a ideia de coletivização total e criou as granjas coletivas (kolkhozes) e as fazendas estatais (sovkhozes). Existia um mercado paralelo em que os camponeses podiam vender os excedentes da produção, a qual de veria ser fornecida ao Estado a preços de custo.
A produção econômica global era planificada e dirigida por um órgão central, o Gosplan. Um banco central, o Gosbank, acumulava os capitais em nome do Estado, cerca de 25% do produto global, e os distribuía para os bancos industriais, comerciais e agrícolas.
Os bens de produção foram incrementados em detrimento dos bens de consumo. O comércio era realizado em grandes lojas do Estado e a variedade dos produtos era muito reduzida, pois a padronização diminuía os custos.
O avanço da economia soviética em relação aos países capitalistas foi muito grande no setor industrial, mas permaneceu atrasado no setor agrícola.
A ideia de uma sociedade comunista preconizada por Marx esteve bem longe de realizar-se na Rússia, onde foi necessário distinguir com salário os trabalhadores mais eficientes, e ao mesmo tempo realizar a conversão da produção industrial para bens de consumo. Existia uma elite intelectual, os grandes cientistas e a cúpula dirigente do partido, que preservava alguns privilégios em relação aos demais membros da população.
Os países socialistas são mono partidários, isto é, só o Partido Comunista é legalizado e a única forma de participação política é pertencer ao partido. A unidade básica de poder é o soviete de camponeses, operários e soldados, de onde saem os representantes para eleger os membros do governo.
Abolindo os cultos e as religiões tradicionais, violentamente perseguidos nos países socialistas, acabou-se por criar uma nova forma de religião, a religião do Estado.

5. CRONOLOGIA
1898 – Partido Social Democrata Russo.
1903 – Congresso de Londres: bolcheviques e mencheviques.
1905 – Derrota para o Japão na disputa pela Manchúria.
1914-17 – Rússia luta ao lado da Entente na Primeira Guerra Mundial.
1917 – Revolução Burguesa Fev. de 1917 – A Revolução Burguesa depõe o czar Nicolau II. Out. de 1917 – Revolução Bolchevista.
1918-1921 – Guerra Civil.
1921 – A implantação da NEP (Nova Política Econômica).
1924 – Morte de Lenin, substituído por Stalin.
1928 – Início dos Planos Quinquenais.

1953 – Morte de Stalin.