segunda-feira, 21 de abril de 2014

TRABALHO DE FILOSOFIA DOS 2º ANOS ENS. MÉDIO - RESUMO DO FILME AGORA
O filme se retrata num período conturbado na história da humanidade: o final do século IV d.C. e o início do século V d.C. Nessa fase da história, o Império Romano já havia adotado o cristianismo como sua religião oficial.
Hypácia, considerada uma das mais importantes filósofas, matemáticas e astrônomas de todos os tempos viveu neste período, muito ruim para uma mulher ser ateísta, solteira, independente e inteligente. Tais virtudes, vinda de uma mulher representavam uma ameaça para os homens da época, exceto para o seu servo Davus, que mesmo se declarando cristão guardava paixão, amor e devoção a sua Senhora. Como diretora da Academia de Alexandria, Hypácia não somente dava aulas de filosofia, astronomia e matemática como exercia uma grande influência no governo da cidade, este formado em grande parte por ex-alunos. O prefeito Orestes, por exemplo, dificilmente tomava decisões importantes sem consultá-la.
Essa influência incomodava os cristãos, pois estes se baseavam de forma equivocada nas cartas do apóstolo Paulo, e acreditavam que a mulher fora criada por Deus para ser subjugada ao homem, do qual não seria nada além de uma posse e para o qual não teria utilidade nenhuma se não a de ter filhos e cuidar da casa.
Liderados pelo bispo da cidade, Cyrill de Alexandria, que foi canonizado e declarado doutor da igreja em 1882, os cristãos exigiam do governo que Hypácia fosse punida por influenciar nas decisões importantes da cidade.
O prefeito e ex-aluno Orestes, resistiu o máximo que pôde, mas se viu forçado a ceder quando o Império determinou que os funcionários do governo devessem se converter ao cristianismo. A partir daí, os contatos entre Hypácia e Orestes passaram a ser secretos, pois ela se recusava a se converter mesmo com a intervenção de Sinesius, um líder cristão e que também era seu ex-aluno.
Respaldados pelo governador Cyrill, os cristãos invadiram e destruíram a Academia de Alexandria e Hypácia, na tentativa de apelar junto a Orestes, foi sequestrada, também com consentimento do governador da província, por uma multidão de cristãos, que a arrastaram até uma igreja e apedrejaram até a morte. Seu corpo esquartejado foi arrastado pelas ruas de Alexandria e queimado.
Orestes fugiu, e Cyrill assumiu o controle da cidade.

Diante do texto acima e do que você viu no filme explique filosoficamente a questão da intolerância religiosa, citando os filósofos que a rejeitam ou aceitam. Texto de 20 linhas no mínimo.

sábado, 19 de abril de 2014

AULA DE FILOSOFIA 3º ANO ENS. MÉDIO.
A Razão Pura Prática em Kant e os Fundamentos da Ética.

A “Crítica da Razão Pura” é o livro em que Kant separa os domínios da ciência e da ação. O conhecimento se constrói a partir do fenômeno que alia a intuição sensível ao conceito do intelecto. Assim, são as categorias lógicas que constituem objetos, permitindo que possam ser conhecidos de forma universal e necessária.
No entanto, Kant distingue conceitos de ideias. Estas são, por excelência, objeto da Razão Pura, já que não podem ser conhecidas (não há fenômenos das ideias). A Razão é a faculdade do incondicionado e seu limite para conhecer é o fenômeno. Logo, sem função na área do conhecimento, a Razão pensa objetos, ainda que não possam ser conhecidos. Para Kant, a Razão não constitui objetos, mas tem uma função reguladora das ações humanas. As principais ideias listadas por Kant são as de Deus, de Alma e de Mundo como totalidade metafísica, isto é, como um todo. Analisemos cada uma delas.
A ideia Cosmológica ou de Mundo como totalidade guia nosso pensamento na expectativa de que o mundo seja um todo. Lembremos que Kant situa-se no século XVIII, não tendo informações como nós hoje. Mesmo assim, pela estrutura do aparelho representacional (o ânimo), nenhum homem pode conhecer ou experimentar a totalidade do mundo, apenas partes. Mas concebemos o mundo como um todo, acreditamos nisso e isso guia nossas ações.
A ideia psicológica ou de Alma vem da tradição que acredita que somos seres não somente materiais, mas dotados de uma entidade metafísica, a alma, pertencente ao reino dos fins e não das coisas. A alma não pode ser conhecida (pois não se tem fenômeno), mas as aflições, angústias, as escolhas, enfim, o drama humano, fazem crer que há uma alma e que é nela que devemos buscar princípios que forneçam leis para regular as ações entre os homens. O homem é livre, por isso não pode ser conhecido (tal como o modelo hipotético-dedutivo), mas somente apreciado em suas ações exteriorizadas. Portanto, o estudo da alma diz respeito à Ética e não à psicologia, pois esta é impossível, segundo Kant.
Do mesmo modo, a ideia Teológica ou de Deus, tradicionalmente em debate, não é objeto de conhecimento humano. Deus não é fenômeno, não é objeto de ciência, mas sim de crença. E a crença, isto é, aquilo que é verdade para alguém, depende da autoridade transmitida ou revelada. Deus não pode ser conhecido, mas norteia as ações e condutas humanas.
Dessa forma, é possível pensar em como uma ética pode ser universal sem cair no empirismo ou num dogmatismo exagerado. Conforme Kant, deve-se usar a mesma solução da ciência: os juízos sintéticos a priori. Nesse caso, seria necessário um esquema que auxiliasse na construção de leis válidas universalmente. São elas:
Máxima: a máxima moral é a pergunta que um ser consciente deve se fazer para saber se deve ou não agir de uma forma e não de outra. Ex.: “Posso, em uma dificuldade, roubar?”.
Lei: a lei é a constatação do interesse egoísta, visto que a contradição expressa na máxima deverá sair do particular para o universal. A lei é a expressão do interesse universal, evidenciando que é possível pensar em leis racionais válidas universalmente. Ex.: “Nenhum ladrão, por mais que roube, aceita ser roubado”.
Ação: após este exercício de consciência, o agente moral age segundo a escolha que fizer. Para ser uma escolha moral, a ação deve ser conforme a lei, isto é, conforme o dever. No entanto, Kant entende que é possível agir somente por dever, isto é, obedecer à Lei a contragosto, forçado ou constrangido. Ainda assim, a ação é moral. Essa distinção é importante, justamente para mostrar que a lei, sendo racional, deve ter força para obrigar os indivíduos a obedecê-la, sem o que nenhuma convivência seria possível. É o fundamento da organização social, que começa nos hábitos, costumes e cultura de um povo, mas deve passar pelo crivo da reflexão crítica do ser racional e consciente.
Portanto, o uso da razão pura não tem utilidade teórica em Kant, mas apenas o seu uso prático, donde o seu livro “Crítica da Razão Prática”.
Por  Prof. Edson de Souza Couto
Graduado em História pela ULBRA/TORRES
Pós-Graduado Metodologia de Ensino de Filosofia e Sociologia pela UNIASSELVI/CAPÃO DA CANOA



AULA DE FILOSOFIA 2º ANO ENSINO MÉDIO, M, T, E N

Introdução à fenomenologia
1. Introdução à Fenomenologia Prof. Edson Couto
2. • O conhecimento ocorre a partir da relação entre um sujeito e um objeto.
• Será que conhecemos os objetos tal qual eles são “em si mesmos”? Ou conhecemos apenas uma representação mental (uma imagem) do que eles são?
• Como é possível o conhecimento dos objetos?
• Quais são as condições, os limites e as possibilidades de um conhecimento das coisas mesmas?
O problema do conhecimento
3. O problema do conhecimento
• Para responder a esses questionamentos, duas tradições ou escolas filosóficas se destacaram:
O Empirismo: corrente filosófica que defende a independência ontológica da realidade em relação aos nossos esquemas conceptuais e mentais. As ideias ou imagens que temos dos objetos da realidade correspondem à própria realidade das coisas. A fonte do conhecimento é a realidade, conhecida através das nossas sensações e experiências.
O Racionalismo: defende a primazia do sujeito na construção do conhecimento em relação ao objeto, ou seja, o que vemos da realidade não corresponde exatamente ao que “as coisas são em si mesmas”.
 As fontes do conhecimento são as ideais claras e distintas que são alcanças através do próprio exercício racional e dedutivo.
4. Immanuel Kant (1724 – 1804)
• Um dos mais importantes filósofos da modernidade;
• Influenciou profundamente o Iluminismo e buscou uma síntese entre racionalismo e empirismo;
• Sua reflexão filosófica buscou responder a 3 perguntas:
1. Que posso saber?
 2. Que devo fazer?
3. Que me é dado esperar? 
5. Racionalismo e Empirismo
• Para Kant o racionalismo e o empirismo são concepções insuficientes para explicar o conhecimento humano (o que podemos saber);
• “Kant afirmou que apesar da origem do conhecimento ser a experiência se alinhando aí com o empirismo, existem certas condições a priori para que as impressões sensíveis se convertam em conhecimento fazendo assim uma concessão ao racionalismo”. (Fernando Lang da Silveira, 2002).
6. O Conhecimento Transcendental
• Transcendental = o que é comum a todos os homens, transcende os casos particulares e individuais;
• São as condições a priori do entendimento de qualquer experiência, ou seja, o entendimento, a razão impõe aos objetos conceitos a priori.
• O conhecimento para Kant só é possível porque existem as faculdades humanas de cognição, ou seja, “estruturas” mentais que nos possibilitam organizar as percepções e o conhecimento. Essas estruturas são transcendentais e a priori, comuns a todos os indivíduos.
7. O Conhecimento Transcendental “Denomino transcendental todo o conhecimento que em geral se ocupa não tanto com os objetos, mas com nosso modo de conhecimento de objetos na medida em que este deve ser possível a priori. Um sistema de tais conceitos denominar-se-ia filosofia transcendental” (Kant. Crítica da Razão Pura).
8. O Idealismo Transcendental
• A nossa percepção “organiza” o nosso conhecimento das coisas, por isso, os objetos que vemos não são os objetos em si (“as coisas em si mesmas”, mas sim a forma como esses objetos se apresentam para nós, como fenômenos);
• Para Kant o que vemos é a representação das coisas na nossa percepção.
9. O conhecimento humano
• Para Kant, há duas fontes principais de conhecimento no sujeito:
·        A sensibilidade, modo receptivo-passivo por meio do qual os objetos nos afetam, sendo a intuição a maneira como nos referimos a esses objetos.
·        O entendimento, por meio do qual os objetos são pensados como conceitos (categorias).

10. "Sem sensibilidade nenhum objeto nos seria dado, e sem entendimento nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas.“ (kant, Crítica da Razão Pura, p. 75). Dito de outra forma: “a sensação sem a razão é vazia e a razão sem a sensação é cega” (Fernando Lang da Silveira, 2002) Racionalismo ou Empirismo? Os dois!
Resumindo: Os pensamentos, sem o conteúdo da experiência (dados através da sensibilidade na intuição), seriam vazios de realidade (racionalismo); por outro a experiência dos objetos, sem os conceitos a priori, não teria nenhum sentido para nós (empirismo).  Racionalismo ou Empirismo? Os dois!
11. Edmund Husserl (1859-1938)
• Husserl buscou realizar uma profunda crítica da ciência positivista e da razão objetiva vigentes em sua época.
• Para ele era necessário construir um novo método para o conhecimento, que deveria adotar uma perspectiva fenomenológica.
• A Fenomenologia seria então um método para conhecer a essência das coisas e da própria consciência.
• Husserl retoma a interrogação sistemática que analisa as condições, os limites e as possibilidades de um conhecimento das coisas mesmas.
• Ele busca então uma renovação-continuação da atitude radical, sendo essa atitude, a atitude da crítica da razão.
• Essa crítica da razão implica uma crítica da ciência do conhecimento a priori, ou como em Kant, do conhecimento transcendental (puro).
12. Husserl e a crítica da Razão
• Tentativa de superar o ceticismo (descrença) em relação à capacidade de conhecer do sujeito.
• Construção de uma ciência transcendental dos fenômenos da consciência enquanto consciência.
• Proposição de um método fenomenológico, conhecido como redução fenomenológica que busca o retorno à consciência, por isso é considerada gnosiológica.
• Defesa da substituição da “atitude natural” e do “conhecimento natural” pela “atitude fenomenológica”.
13. A crítica ao Positivismo e às ciências naturais
• O Positivismo defendeu o primado do objeto e a anulação de qualquer subjetividade.
• Só tem valor de conhecimento o conhecimento objetivo.
• Para Husserl esse afã positivista pela objetividade afastou as ciência e o conhecimento do seu verdadeiro propósito: o homem real, o mundo da vida.
• O erro, segundo Husserl, das ciências e do naturalismo ingênuo é considerar o mundo dado e preexistente como objetivo e independente da consciência de um sujeito.
• Husserl critica a perspectiva das ciências positivas pois para estas os objetos são considerados como independentes do observador.
• Já Husserl defende que os objetos se apresentam enquanto fenômenos para uma consciência, ou seja, a fenomenologia procura enfatizar que o objeto se constitui enquanto objeto a partir da sua relação com uma consciência.
• Dessa forma o objeto não é independente do sujeito que o conhece e nem o sujeito é independente dos objetos que conhece.  
A crítica ao Positivismo e às ciências naturais
14. A crítica às Ciências Humanas e à Psicologia
• Segundo Husserl o problema da Psicologia e das Ciências Humanas é ter usado o mesmo métodos das ciências naturais.
• As ciências humanas buscam a medição de seus objetos sem ao menos buscar explicar o que eles são.
• O Psicologismo, segundo Husserl, é uma naturalização forçada dos objetos humanos como se fossem objetos físicos.
15. A Fenomenologia
• A busca pelo conhecimento seguro e verdadeiro, leva Husserl e a defender uma atitude científica (atitude fenomenológica) em relação à experiência.
• Precisamos, dessa forma,  deixar de lado ou colocar entre parênteses todas as nossas suposições, nossos “pré-conceitos” acerca das coisas e da experiência, o “senso comum”.
• Seria como um “limpar a mente”, livrá-la de toda e qualquer interferência, para olharmos pacientemente e cuidadosamente para o que experimentamos.
16. A Epoché Fenomenológica
• Para Husserl não devemos considerar o resultado dos processos perceptivos como descrições objetivas do mundo.
• A Fenomenologia como método, busca exatamente servir de exercício que o sujeito realiza sobre si mesmo para alcançar ideias claras e suspender os seus “pré-juízos”.
• A epoché ou redução fenomenológica é uma atitude que visa colocar entre parênteses todos os hábitos, as convicções ingênuas e as considerações obvias pré-concebidas.
• A atitude fenomenológica visa o esvaziamento da mente de tudo o que é fictício, não necessário, casual e pessoal, para colocar o sujeito na condição de espectador ingênuo e desinteressado do mundo.
• “Depois de assim ser libertado de uma parte de si mesmo, por meio de um trabalho demorado e árduo, será capaz de analisar com a devida objetividade o mundo e os fenômenos da consciência e do espírito”. (NICOLA, 2005).
• Precisamos inicialmente colocar entre parêntesis tudo o que nos é dado do exterior pelos sentidos, para concentrarmos a nossa atenção no próprio ato do pensamento.
• Deve-se colocar entre parênteses tudo o que é acessório, para poder atingir-se a essência pura.
• A epoché é um exercício, uma atitude que busca suspender o juízo sobre os objetos empíricos, sobre tudo o que não aparece como imediatamente evidente ante nossa consciência.
• "O primeiro passo do método fenomenológico consiste em abster-se da atitude natural, colocando o mundo entre parênteses (epoqué). Isso não significa negar sua existência, mas metodicamente renunciar ao seu uso. Ao analisar, após essa redução fenomenológica, a corrente de vivências puras que permanecem, constata que a consciência é consciência de algo. Esse algo chama de fenômeno." (ZILLES, Urbano. Fenomenologia e teoria do conhecimento em Husserl. Revista da Abordagem Gestáltica – XIII(2): 216-221, jul-dez, 2007).
17. “Segundo Husserl, a chamada redução fenomenológica proporciona o acesso ao “modo de consideração transcendental”, ou seja, o “retorno à «consciência»”. Assim, através da “redução fenomenológica” os objetos se revelam na sua constituição. Retornando à «consciência», os objetos aparecem na sua constituição, ou seja, como correlatos da consciência. O retorno, portanto, permite «dissolver o ser na consciência», isto é, permite que o ser (ou ente, ou melhor, o “ser do ente”) se torne «consciência»”. (Dante Augusto Galeffi). 
18. A epoché e a redução fenomenológica
• Para encontrar o fundamento último das coisas, ou sua essência, segundo Husserl, é preciso escapar da atitude natural e ir além da simples experiência prática e imediata, suspender todos os preconceitos, buscando orientar-se apenas por uma evidência apodítica, ou seja, por evidências certas e indubitáveis.
19. A consciência como intencionalidade:
• Para Husserl a consciência não é um depósito de lembranças ou de imagens dos objetos do mundo.
• Ela não é passiva, como se recebesse simplesmente as impressões do mundo e das coisas que afetaram nossos sentidos.
• A consciência é uma atividade direcionada às coisas, ou seja, uma intencionalidade que dá sentido às coisas.
• Portanto a consciência não é uma substância, ela está sempre voltada imediatamente para as coisas, existe sempre visando algo.
• Por isso a consciência é sempre consciência de algo.
• Podemos entender então que a consciência e as coisas formam parte de um mesmo fenômeno.
• É importante compreender que para Husserl as coisas são tais como os fenômenos as apresentam à nossa consciência.
20. Referências e indicações Bibliográficas
• GALEFFI, Dante Augusto. O que é isto — a Fenomenologia de Husserl? Ideação, Feira de Santana, n.5, p.13-36, jan./jun. 2000.
• ZILLES, Urbano. Fenomenologia e teoria do conhecimento em Husserl. Revista da Abordagem Gestáltica – XIII(2): 216-221, jul-dez, 2007.
• NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia. São Paulo: Globo, 2005.

• PENHA, João. O que é o existencialismo. Coleção primeiros passos.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Aula de Filosofia do 3º Ano Ensino Médio Politécnico - M, T, N.

Teoria do Utilitarismo
O Utilitarismo  é uma escola filosófica que nasceu no século XVIII, na Inglaterra. Ela estabelece a prática das ações de acordo com sua utilidade, baseando-se para tal em preceitos éticos. Assim, uma atitude só deve ser concretizada se for para a tranquilidade de um grande número de pessoas. Portanto, antes da efetivação de uma ação, ela deve ser avaliada sob o ponto de vista dos seus resultados práticos.
Esta expressão foi plasmada por Jeremy Bentham, na primeira metade do século XIX, em referência à essência desta doutrina. Mas ela foi usada originalmente por Stuart Mill, que estendeu o uso desta filosofia aos aspectos consistentes da sociedade, tais como sistema político, legislação, Justiça, política econômica, liberdade sexual, entre outros. Ele também idealizou a fundação de uma Sociedade Utilitarista.
Pode-se dizer que do ponto de vista filosófico o Utilitarismo visa alcançar o maior valor da existência humana, a felicidade, não no sentido meramente individual, mas no aspecto coletivo. Economicamente, é também a vantagem de todos que deve servir de parâmetro para se tomar ou não uma decisão, ciente de que ela é ou não correta. Assim, ele é oposto ao cultivo do egoísmo e à tomada de atitudes impulsivas, que não medem as consequências. Segundo esta doutrina, a ação não depende da motivação de quem a pratica, pois uma intenção negativa pode gerar consequências úteis e benéficas.
De certa forma, pode-se afirmar que esta linha filosófica já era cultivada na Antiguidade, principalmente por Epicuro e seus discípulos, na Grécia Antiga. Além disso, alguns pesquisadores apontam a existência, no século XVII, de traços do Utilitarismo na filosofia moralista do Bispo Richard Cumberland. Pouco tempo depois, Francis Hutcheson defendeu que “a melhor ação é a que busca a maior felicidade para o maior número de indivíduos". David Hume também tentou compreender a fonte das virtudes do ponto de vista da sua utilidade.
O Utilitarismo tem um aspecto moral que procura entender a natureza do homem, e para isso leva em conta o fato de que o indivíduo está sempre em busca do prazer, ao mesmo tempo em que tenta fugir da dor. É neste ponto que esta doutrina intervém, pois sua função é propiciar às pessoas o máximo de satisfação e alegria, e por outro lado impedir o sofrimento. Portanto, ser útil é o valor moral mais elevado.
Esta escola filosófica também foi conhecida como radicalismo filosófico, pelo seu empenho em restabelecer os valores éticos e, muitas vezes, em transformar a própria sociedade. A utilidade, para ela, é inclusive sinônimo de felicidade. Há uma diferença, porém, entre os pensamentos de Bentham e Stuart Mill. O primeiro propõe uma visão quantificada das ações, cabendo a seus agentes medir a quantidade de prazer que pode resultar delas, para então decidir se as atitudes devem ou não ser concretizadas.
Já Stuart Mill não concorda com esta racionalização, apostando por sua vez na qualidade, tanto quanto na quantidade. Assim, deve-se perceber, entre os vários tipos de prazer, quais são os melhores e mais valorosos. Desta forma, este filósofo cria uma espécie de hierarquia dos prazeres, na qual os intelectuais e afetivos estão acima dos sensíveis.
Atualmente o Utilitarismo se desdobra em várias direções. Seus principais seguidores, do século XVIII até nossos dias, são James Mill, discípulo de Bentham e genitor de John Stuart, Henry Sidgwick, J. C. Smart, Moore, Singer, Karl Popper e J. Rawls, além dos já citados.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Queridos Alunos devido ao excesso de chuvas as aulas no I.E.E. Marcílio Dias, foram suspensas nos dias 20 e 21 de março, porque a Escola está inundada. A Direção.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Queridos Alunos: Terça e Quarta-Feira não haverá aulas em função da adesão dos professores do I.E.E.Marcílio Dias à Greve Nacional aprovada na Assembleia do CPERS e em repúdio a desconsideração do Governo de Estado Gaúcho para com o Magistério.